quinta-feira, 28 de julho de 2011

MAIS UMA VEZ ESTOU EU “SURRUPIANDO” UM TEXTO DO GÊNIO LUIZ FERNADO VERÍSSIMO (E ESSE É DELE COM CERTEZA) ELE QUE ME PERDOE É POR UMA BOA CAUSA. RETIRADO DO JORNAL ZERO HORA DE PORTO ALEGRE DO DIA 28/07/2011-5ª FEIRA.

L. F. VERISSIMO
O resto
Anders Behring Breivik é um belo espécime de raça superior. Aquela que, segundo ele, deve se defender da mestiçagem e do multiculturalismo para não perder sua identidade, sua religião e finalmente seu espaço numa Europa ocupada por inferiores. E Breivik não contribuiria apenas com sua boa estampa para hipotéticos cartazes promovendo a causa. Ele próprio é um exemplo da eficiência e da produtividade que caracterizam a raça nórdica, em contraste com as outras e com os mestiços. Fazer o que ele fez, em tão pouco tempo, requer uma organização e uma racionalização de meios incomuns. Como já se disse sobre a política de extermínio dos nazistas, abstraindo-se o resto à simples engenharia do feito foi admirável. O “resto” a ser abstraído são os milhões de seres humanos assassinados pela engrenagem mortal, certo. Mas julgada pela eficiência e a produtividade, que para Breivik distinguem os puros dos híbridos e das raças menores, a engrenagem funcionou. Seu pequeno genocídio de noruegueses inocentes também funcionou. Assim, ao mesmo tempo em que sua estampa nos mostra um ideal da raça que deve ser preservada, ele nos dá uma aula prática da sua superioridade. Se conseguirmos abstrair o “resto”, claro.
*       Chico
          O crítico Edward Said escreveu sobre o “estilo tardio” que em muitos casos – o Beethoven dos últimos quartetos é o exemplo mais notório – distancia o artista do seu público. O artista quer evoluir e experimentar e o público quer a repetição do que gosta.

         No caso do Chico Buarque, o estranhamento causado pelo seu novo CD pode durar uma ou duas audições de algumas das músicas (com outras, a rendição é instantânea), mas não resiste à terceira audição, quando o estranhamento vira encantamento. Chico experimenta com rimas insólitas e sutilezas tonais (esmiuçadas naquele antológico artigo do Artur Nestrovski sobre o disco no Estadão, e pelo Wisnik no O Globo, semana passada), letras que misturam naturalmente o coloquial e o literário, canções que se esfarelam num quase recitativo, um blues e até um dueto de amor inevitável, que termina com o moço e a moça cantando “e lalari, lairiri” em vez de completar a letra. O estilo tardio do Chico é um estilo rarefeito, mas insista. O estranhamento acaba logo. E mal dá para esperar o que virá depois.
*       Definição
Ouvi uma perfeita definição de super-herói, que serve para todos:

– São aqueles caras que usam a cueca por fora das calças.

E...

E lalari, lairiri.
*        

quarta-feira, 27 de julho de 2011

UM POUCO DE BOM HUMOR SÓ FAZ BEM. ESTE É O OBJETIVO DO BLOG DO MÚSICA PURA, QUE VOCES TODOS SEJAM FELIZES O MAIOR TEMPO POSSÍVEL.

Sempre há mais de uma interpretação sobre um mesmo assunto!

Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do 2º Grau os males causados pelas bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes.
- Agora alunos, atenção! Observem os 'vermes', disse o professor, colocando um deles dentro da água.
A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz brincando.
Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo cerveja.
O bicho se contorceu todo, desesperadamente, como se estivesse louco para sair do líquido e depois afundou como uma pedra, absolutamente morto.
Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos:
- E então, que lição podemos aprender desta experiência?'.
- Joãozinho levantou a mão, pedindo para falar, e sabiamente respondeu':
- Quem bebe cerveja; não tem vermes!

Foi aplaudido de pé!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

JUSTO, JUSTÍSSIMO O TÍTULO DO URUGUAY NA COPA AMÉRICA!

          Parafraseando o jornalista esportivo PVC da ESPN-BRASIL foi MUITO bom para o futebol o Uruguay ter sido campeão da COPA AMÉRICA. um time lutador, disciplinado taticamente, que lutou desde o início, jamais se entregou e mostrou a todos que dedicação, interesse, empenho, talento convivendo junsto dão um RESULTADO EXCELENTE. 
          Seus jogadores deram exemplo para um time que conheçemos, que se liga mais com as individualidades,esqueçendo que é um ESPORTE COLETIVO, que se preocupa mais com o corte do cabelo, com a cor da chuteira, com a imagem que vai aparecer no  telão enfim,  mais com futilidades do que com aquilo que realmente deveríam, que é JOGAR FUTEBOL.
           A todos os  uruguaios meus parabéns pela conquista e pela belíssmima demonstração que deram para os chamados grandes, que nunca foram tão pequenos como nessa COPA AMÉRICA.

PS: NUNCA ME IMAGINEI TORCENDO POR UM TIME DE AZUL E BRANCO, AINDA MAIS CONTRA UM DE  VERMELHO E BRANCO.


PROFº FUMAÇA GENRO_PROGRAMA MÚSICA PURA TODOS OS SÁBADOS DAS 17:00 ÀS 19:00 NA RÁDIO PARECIS 690 AM A RÁDIO DO SEU CORAÇÃO.

 BLO DO MÚSICA PURA  www.fucalima2010.blogspot.com

ESTE TEXTO FOI RETIRADO DE UM GRUPO DE DISCUSSÃO DO QUAL FAÇO PARTE CHAMADO PAPODEBUTIQUIM E ENVIADO POR Jose-Luis Vivas Frontana, É UMA BOA REFLEXÃO PARA TODOS NÓS, CONCORDEMOS OU NÃO COM O QUE ESTÁ ESCRITO.

Por que a população não sai às ruas contra a corrupção?
19 de julho de 2011
Da Página do MST
O jornal O Globo publicou uma reportagem no domingo para questionar por que os brasileiros não saem às ruas para protestar contra a corrupção.
Para fazer a matéria, os repórteres Jaqueline Falcão e Marcus Vinicius Gomes entrevistaram os organizadores das manifestações de defesa dos direitos dos homossexuais e da legalização da maconha. E a Coordenação Nacional do MST.
A repórter Jaqueline Falcão enviou as perguntas por correio eletrônico, que foram respondidas pela integrante da coordenação do MST, Marina dos Santos, e enviadas na quinta-feira em torno das 18h, dentro do prazo.
A repórter até então interessada não entrou mais em contato. E a reportagem saiu só no domingo. E as respostas não foram aproveitadas.
Por que será?
Abaixo, leia as respostas da integrante da Coordenação Nacional do MST que não saíram em O Globo.
Por que o Brasil não sai às ruas contra a corrupção?
Arrisco uma tentativa de responder essa pergunta ampliando e diversificando o questionamento: por que o Brasil não sai às ruas para as questões políticas que definem os rumos do nosso país? O povo não saiu às ruas para protestar contra as privatizações – privataria – e a corrupção existente no governo FHC. Os casos foram numerosos – tanto é que se substituiu o Procurador Geral da Republica pela figura do “Engavetador Geral da República”.
Não saiu às ruas quando o governo Lula liberou o plantio de sementes transgênicas, criou facilidades para o comércio de agrotóxicos e deu continuidade a uma política econômica que assegura lucros milionários ao sistema financeiro.
Os que querem que o povo vá às ruas para protestar contra o atual governo federal – ignorando a corrupção que viceja nos ninhos do tucanato – também querem ver o povo nas ruas, praças e campo fazendo política? Estão dispostos a chamar o povo para ir às ruas para exigir Reforma Agrária e Urbana, democratização dos meios de comunicação e a estatização do sistema financeiro?
O povo não é bobo. Não irá às ruas para atender ao chamado de alguns setores das elites porque sabe que a corrupção está entranhada na burguesia brasileira. Basta pedir a apuração e punição dos corruptores do setor privado junto ao estatal para que as vozes que se dizem combater a corrupção diminuam, sensivelmente, em quantidade e intensidade.
Por que não vemos indignação contra a corrupção?
Há indignação sim. Mas essa indignação está praticamente restrita à esfera individual, pessoal, de cada brasileiro. O poderio dos aparatos ideológicos do sistema e as políticas governamentais de cooptação, perseguição e repressão aos movimentos sociais, intensificadas nos governos neoliberais, fragilizaram os setores organizados da sociedade que tinham a capacidade de aglutinar a canalizar para as mobilizações populares as insatisfações que residem na esfera individual.
Esse cenário mudará. E povo voltará a fazer política nas ruas e, inclusive, para combater todas as práticas de corrupção, seja de que governo for. Quando isso ocorrer, alguns que querem ver o povo nas ruas agora assustados usarão seus azedos blogs para exigir que o povo seja tirado das ruas.
As multidões vão às ruas pela marcha da maconha, MST, Parada Gay… e por que não contra a corrupção?
Porque é preciso ter credibilidade junto ao povo para se fazer um chamamento popular. Ter o monopólio da mídia não é suficiente para determinar a vontade e ação do povo. Se fosse assim, os tucanos não perderiam uma eleição, o presidente Hugo Chávez não conseguiria mobilizar a multidão dos pobres em seu país e o governo Lula não terminaria seus dois mandatos com índices superiores a 80% de aprovação popular.
Os conluios de grupos partidário-políticos com a mídia, marcantes na legislação passada de estados importantes – como o de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul – mostraram-se eficazes para sufocar as denúncias de corrupção naqueles governos. Mas foram ineficazes na tentativa de que o povo não tomasse conhecimento da existência da corrupção. Logo, a credibilidade de ambos, mídia e políticos, ficou abalada.
A sensação é de impunidade?
Sim, há uma sensação de impunidade. Alguns bancos já foram condenados devolver milhões de reais porque cobraram ilegalmente taxas dos seus usuários. Isso não é uma espécie de roubo? Além da devolução do dinheiro, os responsáveis não deveriam responder criminalmente? Já pensou se a moda pegar: o assaltante é preso já na saída do banco, e tudo resolve coma devolução do dinheiro roubado…
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em recente entrevista à Revista Piauí, disse abertamente: “em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou. (…) Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional.”
Nada sintetiza melhor o sentimento de impunidade que sentem as elites brasileiras. Não temem e sentem um profundo desrespeito pelas instituições públicas. Temem apenas o poder de outro grupo privado com o qual mantêm estreitos vínculos, necessários para manter o controle sobre o futebol brasileiro.
São fatos como estes, dos bancos e do presidente da CBF – por coincidência, um dos bancos condenados a devolver o dinheiro dos usuários também financia a CBF – que acabam naturalizando a impunidade junto a popu

domingo, 24 de julho de 2011

BALAIO DE VOZES, DE NOVAS VOZES MASCULINAS.





EU SEMPRE FALO QUE NOSSO PAÍS É UM PAÍS DE CANTORAS. MOSTRO E INDICO AQUI NO BLOG DO MÚSICA PURA ESSES NOVOS CANTORES, UNS NEM TÃO NOVOS NA IDADE, MAS DESCONHECIDOS DA GRANDE MÍDIA. O QUE NÃO OS TORNA MELHORES NEM PIORES (PARA MIM BEM MELHORES) DOS QUE ANDAM POR AI. ALIÁS, EM MINHA OPINIÃO, A COISA EM SE TRATANDO DE MÚSICA, ANDA NUM VALE TUDO TREMENDO. O TALENTO É O QUE MENOS INTERESSA. O QUE VALE MESMO É VENDER, VENDER E VENDER, QUALIDADE É O DE MENOS. TEMOS TANTA PORCARIA, E ISSO EM QUALQUER ESTILO, NÃO É PRIVILÉGIO DE NINGUÉM. A QUALIDADE É MUITO BAIXA.

ESSA LISTA E OS COMENTÁRIOS SOBRE OS CANTORES FORAM RETIRADOS DO BLOG CUJO ENDEREÇO ESTÁ LOGO ABAIXO:

http://minhasraridadesmusicais.blogspot.com/

            
Um balaio com novas vozes masculinas nunca tinha caído aqui. Empolgado com a descoberta do cantor Felipe Catto, resolvi montar esta seleção, seguindo os caminhos de alguns novos talentos, e de alguns já quase veteranos, mas ainda poucos conhecidos:

Felipe Catto:  Intérprete e compositor, nascido em Porto Alegre, lançou um EP "Saga", com 8 canções de sua autoria em 2009. Com apenas 23 anos, já acumula uma longa experiência de cantar na noite, e com uma afinação e agudos bem colocados, aliado a sua forte presença de palco, tem tudo pra se firmar como um dos grandes talentos da nova geração.
 
Moreno Veloso: Cria mais famosa do compositor Caetano Veloso, lançou 3 cd´s com o trio Kassim e Domenico, e participa como cantor da Orquestra Imperial. Já teve suas canções gravadas por Gal Costa, Roberta Sá e Adriana Calcanhoto. Como intérprete exercita seu lado lúdico em canções de outros autores, e carrega na voz lembrança do pai famoso.

Renato Godá: Compositor paulistano lançou um EP em 2009, quando começou a atuar na noite cantando. Ano passado lançou seu primeiro cd "Canções Para Embalar Matujos", com composições autorias, onde mistura boemia, Noel Rosa, Tom Jobim, e uma forte carga dramática nas letras, alicerçadas por estilos como o blues e samba, e um jeito de cantar que transita entre o clássico e o moderno. Merece atenção.


Fênix: Pernambucano, radicado no Rio de Janeiro, o cantor de voz aguda, e que guarda semelhança com Ney Matogrosso, tanto na voz, quanto no visual andrógino que adota em suas apresentações, lançou seu primeiro cd em 2001, apresentando canções de sua autoria, e misturadas a Zeca Baleiro, Luiz Gonzaga e Peter Gabriel. Seu último cd foi lançado em 2009, e contou com a participação de Zé Ramalho.

Matheus Sartori: Começou a carreira participando de um Festival de Música de Curitiba, em 1996. Foi o começo de seu envolvimento com a música, que viria se consolidar em 2006, quando lançaram seu primeiro cd "Todos os Cantos". Sua afinação e canto seguro, elogiado pela crítica, podem ser conferido nos outros trabalhos. O último "Franciscos", presta homenagem a compositores nascido com esse nome, passeando por diversas décadas, e estilos da música brasileira.

Antônio Farinaci: Lançou um disco de intérprete em 1997, reunindo um repertório eclético, e de extremo bom gosto, com canções pouco gravadas da MPB. De voz pequena, mas com timbre que se encaixa com perfeição no seu estilo de cantar. Infelizmente, esse parece ter sido seu único trabalho, já que hoje se dedica a escrever sobre variedades, em um blog de sua autoria.

Rubi: Cantor goiano de forte presença cênica, o cantor Rubi, pouco conhecido do grande público, hipnotiza quem o ouve, e o assiste. Com  voz que comporta muitas possibilidades, do grave ao agudo, e um repertório de canções que passeiam por diversos estilos, o cantor já lançou 2 cd´s, e foi eleito pelo júri popular melhor intérprete do 8º Prêmio Visa de Música em 2005, e participou ano passado do programa "Som Brasil", da Rede Globo

ESTE CD É UMA REUNIÃO DE MÚSICAS FEITA PELO ADMINISTRADOR DO BLOG QUE DEI O ENDEREÇO ACIMA. CASO ALGUÉM SE INTERESSAR É SÓ ENTRAR E BAIXAR OCD É GRATUÍTO.
01. Saga (Felipe Catto) - Felipe Catto
02. Crime Passional (Felipe Catto) - Felipe Catto
03. Duas Horas da Manhã (Ary Monteiro/Nelson Cavaquinho) - Felipe Catto
04. Marambaia (Henricão/Rubens Campos) - Moreno Veloso
05. Esfinge (Djavan) - Moreno Veloso
06. Deusa do Amor (Adailton Poesia/Valter Farias) - Moreno Veloso
07. Nasci Para Chorar (Dion Di Mucci/Versão: Erasmo Carlos) - Renato Godá
08. Obsceno Amor (Renato Godá) - Renato Godá
09. Chanson D'Amor (Renato Godá) - Renato Godá
10. Circuladô de Fulô (Caetano Veloso/Haroldo de Campos) - Fênix
11. Para Um Amor no Rio (Zeca Baleiro) - Fênix
12. Com a Perna no Mundo (Gonzaguinha) - Fênix
13. Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda (Lamartine Babo/Franciso Matoso) - Matheus Sartori
14. Casa Aberta (Flávio Henrique/Francisco Eduardo Amaral) - Matheus Sartori
15. Panceiro é Meu Nome (Chico da Silva/Venâncio) - Matheus Sartori
16. Conceição (Dunga/Jair Amorim) - Antonio Farinaci
17. O Tempo Não Apagou (Paulinho da Viola) - Antonio Farinaci
18. Silêncio de Um Minuto (Noel Rosa) - Antonio Farinaci
19. Bandeira (Zeca Baleiro) - Rubi
20. Quando Cheiro Flores (Zeca Baleiro) - Rubi
21. Baile de Máscaras (Márcio Faraco) - Rubi

sábado, 23 de julho de 2011

SOU DAQUELAS PESSOAS QUE PENSAM QUE O TALENTO TEM DE SER REVERENCIADO. SOU APAIXONADO PELO FUTEBOL. TORCEDOR FANÁTICO PELO "COLORADO DAS GLÓRIAS ORGULHO DO BRASIL". MAS SOU ANTES DE TUDO "PROFESSOR". ESTUDEI DURANTE MUITOS ANOS PARA PODER TRABALHAR. CONCORDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU COM A MINHA COLEGA "ROSANGÊLA", TER O TIRIRICA NA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO É UM TAPA NA NOSSA CARA.


Rosângela Cadidé-TEXTO RETIRADO DO SITE SONOTICIAS
    Nesta semana, recebi por e-mail uma mensagem de um colega de profissão. Ele se mostra indignado com o piso salarial de professor. Enfatiza que os dados enviados na mensagem são tristes, mas, infelizmente, fazem parte da nossa realidade.
     A mensagem enviada pelo professor, que preferiu não ter seu nome divulgado, traz o seguinte:
    "Não precisamos de educação. Não precisamos de professores, afinal, para que ser um país de primeiro mundo se está bom assim! Vejam a nossa situação: Ronaldinho Gaúcho recebe R$ 1,4 milhão por mês e foi homenageado na Academia Brasileira de Letras. Letrado ele? Em seguida, temos o Tiririca, que recebe R$ 26 mil por mês, fora os auxílios e mordomias. Ele foi nomeado "membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso".
    O professor indignado ressaltou que o salário de um mês do Palhaço pagaria vários professores. E sugere que, para aqueles que acham que educação não é importante, contrate o Tiririca para dar aulas para os filhos.
    Enfim, como último exemplo de desvalorização salarial do professor, informou que um funcionário da Sadia (não tendo ele nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um professor iniciante, levando em consideração que para trabalhar na empresa é preciso ter o ensino fundamental. Se formos pensar apenas no salário, então, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado?
    O piso nacional de professor está fixado em R$ 1.187,00.
    Segundo o professor, se formos analisar os exemplos ao “pé da letra” teremos a seguinte Moral da História: “Os professores ganham pouco porque só servem para nos ensinar coisas “inúteis, como ler, escrever e pensar. Assim, apresentou a seguinte sugestão: mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:
    - Educação Física: Futebol
    - Música: Sertaneja, Pagode e Axé
    - História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira, Biografia dos Heróis do Big Brother, Evolução do Pensamento das "Celebridades"
    - História da Arte: De Carla Perez a Faustão.
    - Matemática: Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha. Cálculo Percentual de Comissões e Propinas.
    - Português e Literatura: Para quê?
    - Biologia, Física e Química: deveriam ser excluídas por excesso de complexidade.
      Este é o nosso Brasil! Se olharmos o que foi exemplificado pelo professor, em princípio até achamos engraçado. Mas é extremamente preocupante a situação. O que se vê é que essa desvalorização ocorre tanto em relação ao trabalho do profissional, que muitas vezes está sendo esquecido, como em relação aos salários baixos, pois existem vários professores, que trabalham grandiosamente e, mesmo assim, são compensados nos finais de meses, com os baixíssimos salários. Infelizmente, parece que ninguém está se importando com isso.
    É exatamente por essas razões de desvalorização ao trabalho do professor que muitos estão abandonando a profissão. Mesmo assim, penso que professor não deve se desanimar. Deve, sim, continuar lutando para que as melhorias aconteçam, que sejam valorizados e reconhecidos.
    Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com