quarta-feira, 6 de julho de 2011

DESCULPEM, MAS PROMETO VOLTAR LOGO A POSTAR ASSUNTOS SOBRE MÚSICA. É QUE EU PRECISAVA FALAR DESSE ASSUNTO JÁ QUE SOU APAIXONADO POR FUTEBOL.

ESTOU SEM A MENOR TESÃO

            Calma pessoal não é nada do estão pensando. Falo que estou sem a menor tesão, sem a menor vontade, sem o menor entusiasmo, sem a menor paciência com a seleção brasileira nessa tal de Copa América que para mim não tem quase que nenhuma importância.
            Algumas coisas me levam a pensar e agir dessa maneira. Em primeiríssimo lugar está essa tal de CBF. Entidade privada que vive se locupletando com dinheiro público. Uma entidade cuja maior função, é como um vampiro do mal a sugar o futebol brasileiro (hoje temos que cuidar do politicamente correto, é que existem vampiros do bem, como os Cullem e da Adaga Negra, assim cuidado!). Deixando-os na penúria enquanto ela vive com os cofres cheios e seus diretores parecem se executivos de grandes empresas gastando a rodo. E ainda existem para piorar as coisa as seleções sub 15, sub-16, sub-18  sub-17, sub-20  ou sub seja lá o raio que for. É muita coisa. Quando os clubes mais precisam de seus atletas vem a CBF e estraga seu próprio campeonato em nome de uma competição sul-americana sem nenhum valor e um campeonato mundial sub-20 que não leva a nada. Desculpem a minha falha, leva sim, leva os clubes a terem enormes prejuízos no Brasileirão que é o que realmente interessa nesse momento e ainda vêem empresários como moscas em cima do mel, ou melhor, em cima dos jovens atletas. E depois ela se faz de boazinha e dispensa os da sub-20  para jogar algumas partidas, como se fosse dona deles e não os clubes que realmente investem na categorias de base. São ou não uns vampiros do mal (cuidado com os Cullem e a Adaga Negra).
            Outro fator são os jogadores na sua maioria vivendo em outros pais, e os daqui querendo viver lá. Jogadores que não tem a menor identificação com o povo. Estão em outra, ganhando muito dinheiro e não querem botar a perninha em uma dividida. São pessoas com uma visão completamente diferente do nosso país. Vem aqui só para passear, pegar um bronzeado, trazer uma migalha para os parentes, para suas igrejas. Que reclamam de tudo no Brasil. Da falta de segurança, da falta de educação do povo, enfim de tudo um pouco. É óbvio que não são todos s agirem dessa maneira, mas a maioria olha para o país com um olhar de certo desprezo. Como nós aqui fossemos uns ETs.
            Não contra aqueles que por seus próprios méritos enriquecem, como é o caso dos jogadores que com seu talento ganham fortunas. De jeito nenhum, posso ser tudo menos um bobo que na sabe da realidade em que vivemos. O que falo é a maneira que esses caras se comportam em relação ao seu país
            Esqueci de algo quando falei da CBF. Os seus dirigentes estão completamente desvinculados do povo brasileiro, não conhecem a alma do torcedor, seus anseios, suas frustrações, suas vontades futebolísticas. A cabeça desses caras só sabem somar, jamais dividir, doar então é verbo que não conjugado por essas pessoas. Dessa maneira é insensível a grande PAIXÃO do brasileiro seus CLUBES. Independentes de como eles estão nos campeonatos de que participem da situação financeira que apresentam, das dificuldades que são muitas. Essa total falta de sensibilidade de uma entidade que deveria CUIDAR do futebol do país faz com que nós torcedores tenhamos por ela (falo por mim e por alguns muitos que conheço), total e absoluto desprezo para dizer o mínimo.
            Minha preocupação é como o meu COLORADO, estou me lixando para o cabelo do Robinho e do Neymar ou de qualquer outro jogador (também já fui jovem), para a coletiva do Mano, para a coletiva de qualquer membro da CBF, aliás, esses calados são poetas. Repito minha preocupação é se o Falcão vai escalar bem o meu time, se o Giovani Luiggi vai cuidar bem do clube de qual sou sócio há muitos anos e pelo qual tenho um AMOR inexplicável, até porque amor não se explica se sente e só.
             Desculpem esse professor que o estado do Mato Grosso diz inativo e que eu teimo dizer aposentado. Porque que inativo não pensa e eu penso e muito. E falo o que sinto. Desculpem se exagerei, penso que não, mas quem sabe posso ter ferido alguma suscetibilidades.

PROFº FUMAÇA GENRO
PROGRAMA MÚSICA PURA NA RÁDIO PARECIS 690 AM TODOS OS SÁBADOS DA 17h00min ÀS 19h00min

NÃO CONSEGUI ENTENDER TOTALMENTE O QUE TEM POR TRÁS DESSA NOTÍCIA. QUEM ENTENDER POR FAVOR COLOQUE UMA MENSAGEM NO BLOG NOS EXPLICANDO MAIS DETALHADAMENTE. DESCULPEM A MINHA IGNORÂNCIA. ACONTECE QUE SOU INATIVO DENOMINAÇÃO QUE O ESTADO ME DEU DEPOIS DA APOSENTADORIA. DESSA MANEIRA ÀS VEZES TENHO CERTA DIFICULDADE DE ENTENDER O QUE OS NOSSOS DEPUTADOS FAZEM OU DEIXAM DE FAZER. SEM PARECER PRECONCEITO. QUALQUER COISA QUE VENHA DE LÁ É NECESSÁRIO ESTEJAMOS ATENTOS. ATIVOS E INATIVOS.

MT Saúde terá que se auto-sustentar-NOTÍCIA RETIRADA DO
JORNAL DIÁRIO DE CUIABÁ-HOJE DIA 06/07/2011

FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
          O MT Saúde passará por uma mudança na gestão para se autossustentar. A idéia foi discutida em reunião na Assembléia Legislativa entre deputados e conselheiros do Tribunal de Conta do Estado (TCE), que entram em consenso sobre uma transição na arrecadação do instituto. Eles irão discutir também regras para o ajuste dessa mudança. Novamente, os membros do Tribunal reforçaram declarações anteriores de que o MT Saúde não será extinto.

          Atualmente, o governo do Estado banca um terço do plano de saúde, o restante é pago pelo servidor. O TCE, em resposta a uma consulta da prefeitura de Diamantino (que pretendia criam um plano nos moldes do MT Saúde), refutou a idéia de pagamento pelo poder público, já que existe o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, essa forma de contratação de plano de saúde é contraria a Constituição.

          Após a reunião, o presidente da Assembléia, José Riva (PP), afirmou que a intenção é fazer o MT Saúde auto-sustentável e isso somente com o pagamento integral dos servidores, da mesma forma como ocorre com os planos particulares.

          Relator da consulta do gestor de Diamantino, o conselheiro Waldir Teis havia defendido após a polêmica da extinção que o Estado seja um intermediário entre o servidor e os contratados, mas nunca arcar com o plano, mesmo que seja na forma de coparticipação.

          Nos últimos quatro anos, foram gastos com o MT Saúde R$ 116 milhões com o custeio, recurso que não retornará ao cofre público. Porém, a partir do posicionamento do pleno do TCE sobre a irregularidade em manter o instituto, não serão mais revertidos valores por parte do Estado.

          O presidente do TCE, Valter Albano, afirmou que o Tribunal não tem competência para extinguir ou criar órgãos, e que essa prerrogativa cabe somente ao Executivo.

          Já Riva lembrou que as regras de transição serão discutidas também com o Executivo para fazer uma avaliação dos gastos e da arrecadação com os servidores. O MT Saúde foi criado na Lei Complementar 127, de 11 de julho de 2003. O órgão está sob a tutela da Secretaria de Estado de Administração e é presidida por Bruno Sá Freire Martins.

          Também participaram da reunião os conselheiros José Carlos Novelli; o ex-presidente do MT Saúde, Yuri Bastos (atual diretor da Agecopa); e os deputados Emanuel Pinheiro (PR), Wallace Guimarães (PMDB), Luizinho Magalhães (PP), Hermínio Barreto (PR), Luiz Marinho (PTB), Walter Rabello (PP), Carlos Avalone (PSDB) e Zeca Viana (PDT).

terça-feira, 5 de julho de 2011

A novela e o banqueiro bandido. O Brasil não mudou nada. TIRADO DO BLOG CONVERSA FIADA DE PAULO HENRIQUE AMORIM DIA 30/06/2011


É a banana da rapaziada do Castelo de Areia?
Este Conversa Afiada só assiste a capítulos muito especiais da novela “Insensato Coração” com a Glória Pires (ela, sim, merece ser vista, sempre!).

Primeiro, mostrou como o blogueiro sujo da novela desafiou o banqueiro bandido, Horácio Cortez.

Esta semana, destacou a prisão do banqueiro bandido na pista do aeroporto, depois de dar uma sonora banana para os brasileiros.

É imperdível a cena em que os dólares caem da maleta e o advogado do banqueiro bandido, rapidamente, enfia um punhado deles no bolso.

Na novela, o banqueiro bandido não consegue um HC.

Hoje, no Estadão, na pág. D6, na seção “Sem intervalo” de Cristina Padiglione, o co-autor da novela, Ricardo Linhares (o outro é Gilberto Braga) anuncia que o banqueiro bandido ficará preso.

O que lhe dá a certeza de que “o País não é mais o mesmo”.

Linhares compara a famosa cena da banana.

Vinte e dois anos atrás, na novela “Vale Tudo”, também de Gilberto Braga, o bandido deu uma banana para o Brasil, fugiu e se deu bem.

Em “Insensato Coração”, o banqueiro bandido dá a banana já dentro do jatinho com que fugiria do Brasil e, imediatamente após a banana, é interceptado na pista por um protogenes gordo.

Linhares diz que o banqueiro bandido da novela se inspira em “similares reais”.

Lembre-se que o banqueiro bandido da novela vai em cana por causa de um vídeo em que aparece a passar bola a um político.

Na vida real, como se sabe, um Banqueiro também foi filmado e apareceu no jornal nacional a Subornar um agente da Polícia Federal.

Mas, ele continua soltinho da silva, em Ipanema, a caminho do mar.

Linhares diz que o julgamento e a prisão de Horácio Cortez são a prova de que “o País não é mais o mesmo”.

Por motivos que o amigo navegante haverá de imaginar, este ansioso blogueiro se permite discordar.

Menos, Linhares.

Menos.


Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Professor de MT denuncia sofrer ameaças por aplicar notas baixas.FALTA MUITO POUCO PARA QUE TUDO ACONTEÇA A UM PROFESSOR. INDEPENDENTE DO NÍVEL DE ESCOLARIDADE EM QUE ELE MINISTRE SUAS AULAS. A BARBÁRIE É TERRÍVEL. JÁ PENSARAM SE A MODA PEGA E OS ALUNOS QUE TIRAM NOTA BAIXA RESOLVEREM TUDO NA BASE DA PANCADARIA? SERÁ QUE EM NENHUM MOMENTO PENSARAM EM ESTUDAR UM POUCO MAIS. QUE PROFISSIONAIS SERÃO QUANDO FORMADOS. QUALQUER COISA QUE OS CONTRARIEM SERÁ RESOLVIDA NA BASE DA VIOLÊNCIA? QUE EDUCAÇÃO IRÃO PASSAR PARA SEUS FILHOS? QUE TIPO DE SOCIEDADE ESSES ALUNOS QUEREM? POR PIOR QUE O PROFESSOR TENHA SIDO, EXISTEM OUTRAS MANEIRAS DE SE RESOLVER ESSE E QUALQUER OUTRO TIPO DE PROBLEMA. E A CIDADE DE ALTA FLORESTA NÃO MERECE ENTRAR PARA O NOTICIÁRIO NACIONAL POR CAUSA DE UNS IDIOTAS DESSES. UMA CIDADE PROGRESSISTA, COM UM POVO TRABALHADOR E ORDEIRO TEM DE REPUDIAR TOTALMENTE A ATITUDE DESSES IMBECIS.Professor de MT denuncia sofrer ameaças por aplicar notas baixas

Pollyana Araújo Do G1 MT
Um professor do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), de 57 anos, denunciou à Polícia Militar ter recebido constantes ameaças, até mesmo de morte, de um grupo de alunos que estaria contrariado com as notas baixas aplicadas pelo docente. O professor dá aulas no campus de Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá.
Segundo consta do boletim de ocorrência, o professor informou que, em princípio, havia sido procurado por um colega professor que o teria alertado sobre comentários de que alguns alunos estariam planejando algo contra ele.
Um desses alunos, que teve o nome citado pelo professor à polícia, teria o ameaçado, dizendo saber o endereço de sua residência e que tomaria uma atitude diante das notas baixas nas provas da disciplina ministrada pelo profissional.
O aluno em questão foi mencionado pelo docente como o principal motivador desse grupo que estaria agindo contra ele. A denúncia foi feita neste sábado (2) ao Centro de Operações da PM de Alta Floresta. O intuito do professor é se resguardar perante a polícia se eventualmente sofrer algum atentado.
                                              Outro lado

A coordenadoria de Comunicação da Unemat, de Cáceres, a 250 quilômetros de Cuiabá, informou que o reitor da instituição, Adriano Silva, irá se reunir no início da tarde desta segunda-feira (4) com o coordenador do campus de Alta Floresta, Marco Antônio Camillo de Carvalho, para definir alguma medida a ser tomada em relação às supostas ameaças.

NOSSO ESTADO É O MAIOR PRODUTOR DE SOJA BRASILEIRO E UM DOS MAIORES DO MUNDO. ESTE TEXTO RETIREI DA REVISTA NOVA ESCOLA ÚLTIMO NÚMERO.

O DOMÍNIO DA SOJA



A maior parte do biodiesel nacional é produzida a partir do óleo desse grão, um dos principais produtos agrícolas do Brasil. Estudos mostram que essa predominância gera impactos ambientais, econômicos e sociais.
Por: Sofia Moutinho
Publicado em 14/06/2011 | Atualizado em 14/06/2011

A soja é a cultura mais usada para produção de biodiesel. Até mesmo entre os pequenos agricultores o grão é o mais plantado. (foto: Miriam C. de Souza/ CC BY-NC-ND 2.0)
No último leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), finalizado no mês passado (26/5), o governo se comprometeu a comprar a quantidade recorde de 700 milhões de litros de biodiesel, no valor de 1,5 bilhões de reais.
Apesar do forte investimento do governo passado na produção de biodiesel a partir de culturas ligadas à agricultura familiar – como mamona, pinhão-manso e dendê –, a maior parte dessa produção tem como matéria-prima a soja, monocultura-símbolo do agronegócio.
Atualmente, existem 60 plantas autorizadas pela ANP para a produção de biodiesel. Mesmo com esse grande leque de possibilidades, 82% da produção nacional desse biocombustível provêm do óleo de soja, uma das matérias-primas mais caras desse mercado.
De acordo com dados da ANP, entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2011, o preço do óleo de soja esteve em média 36% acima do valor do sebo bovino, segundo recurso mais usado na produção de biodiesel. Além disso, a soja é uma das plantas que menos rendem óleo – cerca de 400 kg por hectare –, 13 vezes menos do que o dendê, por exemplo.
O engenheiro agrônomo Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), explica que esse grão se mantém como líder no mercado por ser uma cultura amplamente conhecida, que tem uma cadeia produtiva estabelecida e uma tecnologia agrícola já bem desenvolvida.








A tabela mostra a produtividade das principais plantas usadas na produção de biodiesel. (arte: Sofia Moutinho/ dados: ANP)
Outro fator decisivo para a manutenção do uso da soja na produção do biodiesel é a forte demanda do mercado internacional pelo seu farelo, usado como ração para gado, frango e porco. “Não se planta soja por causa do óleo, mas por causa do farelo”, afirma Dall’Agnol. “O óleo é apenas uma consequência que foi bem aproveitada pelos grandes produtores no Brasil.”
Além de ser cara e pouco eficiente na produção de óleo, a cultura da soja tem provocado um desmatamento indireto da Amazônia, principalmente no Mato Grosso, ao empurrar as criações de gado para dentro da mata.
Além de ser cara e pouco eficiente na produção de óleo, a cultura da soja tem provocado um desmatamento indireto da Amazônia
Um estudo conduzido em universidades dos Estados Unidos, publicado recentemente no periódico Environmental Research Letters, sugere que se a área ocupada pelas plantações de soja entre 2003 e 2008 tivesse sido 10% menor, o desmatamento registrado na Amazônia no mesmo período teria sido 40% menor.
Hoje, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a soja ocupa 23,6 milhões de hectares do território brasileiro, o equivalente a 49% da área destinada ao plantio de grãos no país.
O economista Francisco Alves, pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista na questão do biodiesel, critica essa dinâmica: “O biodiesel é promovido como uma forma de melhorar as condições ambientais, eliminando os gases nocivos da queima do combustível fóssil, mas essa idéia tem que estar presente na cadeia produtiva como um todo, caso contrário, não faz sentido.”
Realmente social?
A produção de biodiesel, especialmente a partir da soja, esbarra ainda em questões sociais. Para incentivar a produção de pequenos produtores, o governo federal criou, em 2005, o Selo Combustível Social, concedido às indústrias de combustível vegetal que compram até 30% de sua matéria-prima da agricultura familiar.
A empresa com o selo, além de obter uma boa imagem no mercado, ganha vantagens tributárias e melhores condições de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Hoje, a maior parte do biodiesel produzido no país é proveniente de empresas que desfrutam desses benefícios. Segundo a ANP, 96% de todo o biodiesel comprado no último leilão do governo serão fornecidos por empresas com o selo social.
Para Francisco Alves, no entanto, isso não quer dizer que os pequenos agricultores estejam sendo favorecidos. Segundo o pesquisador, esses agricultores não têm outras opções de mercado, ou seja, sua única alternativa é colaborar com o agronegócio e as grandes empresas produtoras de biodiesel.
Muitas empresas de biodiesel deixam de dar o apoio necessário aos pequenos agricultores e até os colocam em situações análogas à escravidão
Alves aponta ainda que, devido à falta de fiscalização, muitas empresas de biodiesel deixam de dar o apoio necessário aos pequenos agricultores e até os colocam em situações análogas à escravidão, quando estes não conseguem pagar o pré-financiamento recebido para cobrir os gastos com sementes, adubos e fertilizantes.
“Esse selo social não é tão social assim. O que acontece hoje é que os pequenos produtores familiares são assentados, cercados por grandes latifundiários por todos os lados e, sem alternativa de mercado, muitas vezes acabam em situação de escravidão”, argumenta.
Alternativas à soja

O dendê é a oleaginosa que mais rende óleo por área plantada, cerca de 5 mil kg por hectare, treze vezes mais que a soja. (foto: Agência de Notícias do Acre/ CC BY 2.0)
Já o engenheiro agrônomo Dall’Agnol acredita que o sistema do selo social pode dar certo se houver mais fiscalização do governo federal e apoio das empresas aos pequenos produtores.
O pesquisador aposta no cultivo do dendê, que tem recebido grandes investimentos da Biopalma, empresa produtora de óleo de palma da Amazônia recém-adquirida pela Vale, que produzirá biodiesel no Pará, a partir de 2013.
Além de produzir mais óleo, o plantio da palmeira de dendê é mais sustentável
“Produtores individuais só podem produzir se forem apoiados pelas indústrias, pois o dendê tem uma colheita demorada que não pode ser bancada pela agricultura familiar”, afirma. “A saída é as empresas bancarem o produtor com um salário enquanto ele espera pela colheita para depois comprarem o dendê com o selo de combustível social.”
Além de produzir mais óleo, o plantio da palmeira de dendê é mais sustentável porque só é feito uma vez e pode ser conciliado com outras atividades, como a pecuária.
Já para Alves, uma alternativa mais benéfica para todos seria o investimento na cultura do pinhão-manso, que produz cerca de quatro vezes mais óleo do que a soja e já é conhecida por muitos agricultores, principalmente no Nordeste do país.
“O pinhão-manso já é amplamente difundido nos fundos de quintais”, explica. “Mas até hoje ele não foi amansado, pois não há interesse em desenvolver pesquisa sobre um produto de pobre usado por pobres”, critica.