|
(por Carlos Solano)
"-Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira, que acaba de chegar. "-Antes de dar começar a arrumação na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou. Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar". Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são: - objetos que você não usa, - roupas que você não gosta ou não usa há um ano, - coisas feias, - coisas quebradas, lascadas ou rachadas, - velhas cartas, bilhetes, - plantas mortas ou doentes, - recibos/jornais/revistas, antigos, - remédios vencidos, - meias velhas, furadas, - sapatos estragados... Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa... O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o destralhamento: - A saúde melhora; - A criatividade cresce; - Os relacionamentos se aprimoram... É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos". Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça": - sentir-se desorganizado; - fracassado; - limitado; - aumento de peso; - apegado ao passado... No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça; "Sob a cama, poluem o sono". "Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar." Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se: - Por que estou guardando isso? - Será que tem a ver comigo hoje? - O que vou sentir ao liberar isto? ...e vá fazendo pilhas separadas.... - Para doar! - Para jogar fora! Para destralhar mais: - livre-se de barulhos, - das luzes fortes, - das cores berrantes, - dos odores químicos, - dos revestimentos sintéticos... e também... - libere mágoas, - pare de fumar, - diminua o uso da carne, - termine projetos inacabados. "Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente. Dona Francisca me conta que "as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo". A gente deveria de ser assim, ela diz: "Destralhar ajuda a adocicar." Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar... “Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar ” (Dalai Lama) |
quarta-feira, 30 de maio de 2012
"DESTRALHE-SE". NÃO SE ESPANTEM. NÃO ESTOU ENTRANDO PARA O NEGÓCIO DA AUTO AJUDA. APENAS GOSTEI DO TEXTO. APENAS E APENAS ISTO.
terça-feira, 29 de maio de 2012
FIQUEI COMO UMA PENINHA DO DEBÓSTENES DESCULPEM DEMÓSTENES E OUTROS DEBÓSTENES QUE AINDA EXISTEM POR AI!
Assisti quase que na totalidade o depoimento do até agora
senador Demóstenes na comissão de ética. Pessoal quase chorei quando ele falou
que encontro Deus. O que eu me pergunto é porque ele não encontrou antes, só
agora. Lembrei-me dos bandidos quando no presídio se arrependem de todos os seus
crimes por terem encontrado Jesus. Sinceramente é demais para minha cabeça. Esses
caros nos têm como uns idiotas. Uns babacas. Umas bestas quadradas. Incapazes
de notar quando estão ou não mentindo. Em minha opinião é um tapa na cara do
povo. Um soco no nosso maxilar. Uma vergonha que esses caras, esses bandidos
usem Deus como escora moral na hora que se veem apertado. E ainda tremem o
beicinho todo emocionado. É muita cara de pau. Tu convives durante vários anos
com uma pessoa conhecida por suas atividades e só fica sabendo disso depois de
preso. Se Cachoeira vá se catar. Para não mandar mais longe ou em outros
lugares que jamais irei mencionar aqui neste blog.
O mesmo está acontecendo com três grandes partidos (PT,
PSDB e PMDB) querendo prolongar o depoimento dos governadores que tiveram seus
nomes como o Cachoeira. Se eles não devem nada, porque não deporem agora?
Quanto mais cedo, mais rápido se veriam livre. Ou será que tem medo de alguma
coisa?
Esses assuntos todos só estão na mídia porque existe
liberdade de imprensa. E para que essa liberdade existisse muitas pessoas lutaram
e desapareceram nessa luta. Portanto não me venham com a história de que na época
maldita ditadura isso não acontecia. A acontecia sim. Apenas não tínhamos liberdade
para ficar sabendo do que acontecia. Então minha gente, meus amados parceiros
do blog. Muito cuidado ao chamarem alguém de subversivo, guerrilheiro e outras
idiotices. Essas pessoas, homens e mulheres são responsáveis por podermos falar
onde e quando quisermos. Sobre vários assuntos e falar mal de prefeitos,
vereadores, deputados, senadores e presidentes. Se não fosse por essa luta,
estaríamos ainda na época das trevas. Onde teu vizinho te entregava para a
repressão em troca de um emprego, de um privilégio enfim de benesses para ele,
sua família ou alguns amigo. Vocês devem saber (pelo menos os mais velhos) de
muitas pessoas que fizeram sua vida baseada no dedurismo, na entrega de amigos
ou desafetos. Muitas dessas pessoas ainda estão vivas e parece que passaram
para seus familiares este defeito de caráter.
PROFº FUMAÇA GENRO PROGRAMA MÚSICA PURA AOS SÁBADOS NA RÁDIO PARECIS
690 AM DAS 17h00min ÀS 19h00min
domingo, 27 de maio de 2012
ESSES SÃO ALGUNS DOS REPRESENTANTES DO NOSSO ESTADO EM BRASILIA. QUE VOTAM E DEPOIS DIZEM QUE NÃO SABIAM EM QUE ESTAVAM VOTANDO. OS RESPOSÁVEIS SOMOS NÓS QUE COLOCAMOS ESTAS FIGURAS NOCIVAS NOS ENVERGONHANDO.
Entre os argumentos
está seguir orientação da sigla
DIÁRIO DE
CUIABÁ
Seis dos oito deputados federais de Mato Grosso votaram favoráveis ao
Projeto de Lei nº 3839/2012, que permite a candidatura de políticos que tiveram
suas contas eleitorais rejeitadas em eleições passadas, os chamados “contas
sujas”.
De autoria do deputado Roberto Balestra (PP/GO), o projeto foi aprovado em caráter de urgência pela Câmara Federal na última terça-feira (22) e tem sido amplamente criticado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) nacional, que, inclusive, publicou nota de repúdio à decisão.
O deputado federal Wellington Fagundes (PR) admitiu ter votado favorável ao projeto sem ao menos conhecer seu conteúdo. Ele alegou que o projeto foi incluído na pauta sem ser discutido com os parlamentares e que, por conta disso, votou seguindo orientação das lideranças do PR.
“Se você perguntar verá que nenhum parlamentar tinha conhecimento da abrangência do projeto porque ele foi incluído na pauta em cima da hora, mas, infelizmente, acho que a grande maioria não vai dar a ‘mão à palmatória’”.
Segundo o parlamentar, o projeto foi aprovado após “acordo de lideranças e, com razão, está sendo alvo de críticas por parte da imprensa”. Questionado se votaria de forma diferente caso a proposta tivesse sido discutida, entretanto, Fagundes titubeou. “Não sei. Precisaria analisar a íntegra do texto”.
Eliene Lima (PSD) disse que votou a favor do projeto por concordar com a justificativa apresentada por seu autor, de quem afirmou ser muito amigo.
“Temos informações de que a grande maioria das contas desaprovadas que tornavam o cidadão inelegível tinha recomendações para serem sanadas e, se não houver um tempo para a pessoa corrigir essas falhas, seria uma injustiça impedi-la de disputar eleição. As pessoas precisam ter oportunidade de se explicarem e corrigirem as falhas, senão um equívoco pode tirar a chance delas disputarem eleição”.
Antes de justificar seu voto, Nilson Leitão (PSDB) ressaltou que a Câmara aprovou apenas o caráter de urgência do projeto, e não seu mérito. “Agora, o texto vai para o Senado, que pode propor alterações e voltar para a Câmara para, só então, dar início à votação do mérito. Votei favorável para dar condições de debater e discutir os critérios da proposta”.
O parlamentar afirmou ainda que a imprensa tem “se equivocado” ao falar sobre o assunto, pois, segundo ele, há uma grande diferença entre um erro formal e um erro penal.
“Estão colocando no mesmo balaio ladrões e pessoas que cometeram apenas erros formais em suas prestações de contas. Existe uma enorme diferença entre uma coisa e outra, e muitos gestores públicos estão sendo penalizados injustamente”.
Leitão ressaltou a importância de se debater o assunto e esclarecer à sociedade que os candidatos que tiveram as contas reprovadas por prática de crimes continuarão sendo “fichas sujas”. “Seria uma covardia, no entanto, impedir que políticos que tiveram as contas desaprovadas por erros formais fiquem de fora do processo eleitoral”.
O PL 3839/2012 estabelece que o candidato que tiver as contas reprovadas será punido unicamente com o pagamento de multa no valor equivalente ao das irregularidades detectadas, acrescida de 10%, e que os recursos arrecadados com o pagamento da multa serão destinados ao Fundo Partidários.
No texto apresentado junto à proposta, o deputado Roberto Balestra questiona a interpretação prevista no Artigo 52, parágrafo 2º da Resolução nº 23.376 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece que “a decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral”.
Comparativamente, ele cita a inelegibilidade estabelecida já com as alterações da Lei da Ficha Limpa. “Não é razoável equiparar as consequências da simples desaprovação de contas de campanha, desacompanhada de qualquer nota de comportamento pessoal imoral ou ímprobo do candidato, às da rejeição das contas de gestão pública, para as quais a lei aplica inelegibilidade somente quando configurada conduta pessoal dolosa de improbidade administrativa”.
Além de Lima e Fagundes, votaram favoráveis ao projeto os deputados Júlio Campos (DEM), Valtenir Pereira (PSB) e Carlos Bezerra (PMDB). O Diário tentou entrar em contato com todos, mas até o fechamento desta edição eles não foram encontrados para comentar o assunto. Homero Pereira (PR) e Pedro Henry (PP) não participaram da votação.
De autoria do deputado Roberto Balestra (PP/GO), o projeto foi aprovado em caráter de urgência pela Câmara Federal na última terça-feira (22) e tem sido amplamente criticado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) nacional, que, inclusive, publicou nota de repúdio à decisão.
O deputado federal Wellington Fagundes (PR) admitiu ter votado favorável ao projeto sem ao menos conhecer seu conteúdo. Ele alegou que o projeto foi incluído na pauta sem ser discutido com os parlamentares e que, por conta disso, votou seguindo orientação das lideranças do PR.
“Se você perguntar verá que nenhum parlamentar tinha conhecimento da abrangência do projeto porque ele foi incluído na pauta em cima da hora, mas, infelizmente, acho que a grande maioria não vai dar a ‘mão à palmatória’”.
Segundo o parlamentar, o projeto foi aprovado após “acordo de lideranças e, com razão, está sendo alvo de críticas por parte da imprensa”. Questionado se votaria de forma diferente caso a proposta tivesse sido discutida, entretanto, Fagundes titubeou. “Não sei. Precisaria analisar a íntegra do texto”.
Eliene Lima (PSD) disse que votou a favor do projeto por concordar com a justificativa apresentada por seu autor, de quem afirmou ser muito amigo.
“Temos informações de que a grande maioria das contas desaprovadas que tornavam o cidadão inelegível tinha recomendações para serem sanadas e, se não houver um tempo para a pessoa corrigir essas falhas, seria uma injustiça impedi-la de disputar eleição. As pessoas precisam ter oportunidade de se explicarem e corrigirem as falhas, senão um equívoco pode tirar a chance delas disputarem eleição”.
Antes de justificar seu voto, Nilson Leitão (PSDB) ressaltou que a Câmara aprovou apenas o caráter de urgência do projeto, e não seu mérito. “Agora, o texto vai para o Senado, que pode propor alterações e voltar para a Câmara para, só então, dar início à votação do mérito. Votei favorável para dar condições de debater e discutir os critérios da proposta”.
O parlamentar afirmou ainda que a imprensa tem “se equivocado” ao falar sobre o assunto, pois, segundo ele, há uma grande diferença entre um erro formal e um erro penal.
“Estão colocando no mesmo balaio ladrões e pessoas que cometeram apenas erros formais em suas prestações de contas. Existe uma enorme diferença entre uma coisa e outra, e muitos gestores públicos estão sendo penalizados injustamente”.
Leitão ressaltou a importância de se debater o assunto e esclarecer à sociedade que os candidatos que tiveram as contas reprovadas por prática de crimes continuarão sendo “fichas sujas”. “Seria uma covardia, no entanto, impedir que políticos que tiveram as contas desaprovadas por erros formais fiquem de fora do processo eleitoral”.
O PL 3839/2012 estabelece que o candidato que tiver as contas reprovadas será punido unicamente com o pagamento de multa no valor equivalente ao das irregularidades detectadas, acrescida de 10%, e que os recursos arrecadados com o pagamento da multa serão destinados ao Fundo Partidários.
No texto apresentado junto à proposta, o deputado Roberto Balestra questiona a interpretação prevista no Artigo 52, parágrafo 2º da Resolução nº 23.376 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece que “a decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral”.
Comparativamente, ele cita a inelegibilidade estabelecida já com as alterações da Lei da Ficha Limpa. “Não é razoável equiparar as consequências da simples desaprovação de contas de campanha, desacompanhada de qualquer nota de comportamento pessoal imoral ou ímprobo do candidato, às da rejeição das contas de gestão pública, para as quais a lei aplica inelegibilidade somente quando configurada conduta pessoal dolosa de improbidade administrativa”.
Além de Lima e Fagundes, votaram favoráveis ao projeto os deputados Júlio Campos (DEM), Valtenir Pereira (PSB) e Carlos Bezerra (PMDB). O Diário tentou entrar em contato com todos, mas até o fechamento desta edição eles não foram encontrados para comentar o assunto. Homero Pereira (PR) e Pedro Henry (PP) não participaram da votação.
sábado, 26 de maio de 2012
Curioso e estranho
Nessa tão falada entrevista
da Xuxa no Fantástico, que não vi, só depois é que li alguns trechos e mais
tarde ainda li na sua totalidade algumas coisas me deixam, curioso. A questão
do abuso sofrido na infância é algo terrível para qualquer ser humano seja a
Xuxa seja quem for. Nenhuma criança merece passar por uma situação tão terrível
como essa. É tão baixo, tão vil, tão maluco que nas prisões os estupradores de
crianças são colocados separados dos outros detentos para que não sejam
torturados e mortos. Na cadeia não se aceita esse tipo de crime. Parece-me que
fora dela a sociedade é mais permissível com esse crime bárbaro. Quando eu falo
permissível não falo em aceitar o crime. Mas muitas pessoas se comportam da
seguinte maneira. Indignação repulsa e depois o esquecimento. Não sendo com
alguém de nossas relações tudo passa mais rápido. Aliás, não é só nesse tipo de
crime. Ma este assunto fica para depois.
Xuxa é uma celebridade, podemos não gostar dela como
artista, como pessoa ou como qualquer outra coisa. Eu por exemplo penso que ela
usou e abusou da sexualidade de crianças. Criou uma sexualização precoce que
hoje é aceita de vária s maneiras. Famílias transformam crianças, em especial
as meninas em objeto de consumo, incentivando um tipo de comportamento para mim
nada adequado. Não sou nenhum maluco conservador. Mas penso que as crianças têm
de ser preservadas em sua inocência. Existe hora para tudo em nossas vidas. E a
criança tem seu tempo. E esse tempo deve ser respeitado.
Outra coisa que me pareceu extremamente estranho é esse
tipo de declaração em rede nacional. Em um programa que pode não ter mais a
audiência que tinha, mas que tem ainda sua importância. Soa-me como se fosse um
pronunciamento de ministros, da presidenta, enfim de alguém mais importante.
Ela toda triste, toda compungida etc e tal. Desse povo não espero mais nada. E
a Xuxa entra no grupo que vende tudo pelo sucesso. Que no caso dela está dimuindo
todos os anos.
O abuso que ela fala ter sofrido e não tem razão para
mentir é algo deplorável, triste e vergonhoso. O que não consigo engolir é a história
do pronunciamento em rede nacional. Parecendo-me mais uma questão publicitária,
uma questão de marketing.
PROFº FUMAÇA GENRO PROGRAMA
MÚSICA PURA AOS SÁBADOS NA RÁDIO POARECIS 690 AM DAS 17h00min ÀS 19h00min
BLOG www.fucalima2010.blogspot.com
RÁDIO WWW.musicapura.listen2myradio.com
sexta-feira, 25 de maio de 2012
ESSAS PESSOAS SE ACHAM ACIMA DO BEM E DO MAL. MATAR UMA PESSOA POBRE PARA ELES NADA SIGNIFICA. ESPERAMOS TODOS QUE A JUSTIÇA SEJA VERDADEIRA.
GERAL-retirado do si do noblat do jornal oglobo
Filho do homem mais rico do Brasil
tentou comandar, pelo Twitter, um inquérito policial sobre a morte do ciclista
pobre, o apresentador Luciano Huck inocentou o bilionário antes de ter
elementos para julgar; Eike Batista, por sua vez, lamentou a perda do brinquedinho;
e agora?
Raras vezes se viu no Brasil uma tentativa tão explícita de calar, pela
força do dinheiro, uma investigação policial.
O caso era uma
autêntica fábula brasileira, que expunha nossas mazelas e fraturas sociais.
No dia 18 de março deste ano, Thor Batista, filho do homem mais rico do
Brasil, Eike Batista, atropelou em sua Mclaren um rapaz negro, Wanderson Silva,
que conduzia uma bicicleta, num país onde crimes de trânsito raramente são
punidos. Rapidamente, Eike e Thor passaram a bombardear internautas com
mensagens no Twitter.
Em 63 mensagens sequenciais, Thor deu sua versão para o acidente. Numa
delas, disse que "vinha na faixa da esquerda, com muito cuidado, sem ao
menos dialogar com meu carona quando repentinamente um ciclista
atravessou...".
Em outra, assegurou que "a frenagem trouxe o carro de 100km/h até
90 km/h".
Eike, por sua vez, deu força ao filhão dizendo que era a quinta vez
apenas que ele dirigia a Mclaren, xodó da família. E contratou o advogado mais
caro do País, Marcio Thomaz Bastos, para defender o pupilo. "Só contrato o
melhor", disse Eike à época.
Em diversos veículos de comunicação, também se exerceu uma pressão
imensa para que o caso não fosse analisado pela ótica da luta de classes –
afinal, ricos não podem ser punidos simplesmente porque são ricos.
A cereja do bolo foi o tweet publicado pelo "bom-moço" Luciano
Huck, que enriquece a custa de "Wandersons" e, assim, frequenta as
rodas de "Thors" e "Eikes". "Fatalidade. Prestou
socorro e não tinha bebido", tuitou Huck no dia do acidente, antes de ter
qualquer elemento para julgar.
Pois bem: todos acabam de ser desmoralizados pela perícia oficial
realizada pela polícia do Rio de Janeiro. Uma polícia que, diga-se de passagem,
conseguiu realizar um trabalho independente apesar de todas as suspeitas que
recaiam sobre seu trabalho, em razão da propalada influência de Eike Batista no
governo do Rio de Janeiro.
Sabe-se agora que Thor dirigia a pelo menos 135 km/h, acima do limite de
110 km/h, e vinha realizando ultrapassagens em ziguezague segundo o depoimento de
testemunhas.
Em sua defesa, o filho do bilionário pretende apresentar uma perícia
privada – mas, em países sérios, o que vale é a investigação oficial, não
aquela paga por quem tem interesse em se livrar de suas responsabilidades.
Thor mentiu. Luciano Huck foi falastrão. E Eike se comportou como um pai
que não sabe impor limites aos filhos.
Aliás, recomenda-se que Thor feche urgentemente seu Twitter. Num post,
revelou um encontro com o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda,
que estuda realizar um aporte bilionário numa empresa de Eike Batista em má
situação financeira, a LLX.
Em outro, Thor fez uma brincadeira pueril. Disse que o cruzamento de um
quero-quero com um pica-pau resulta em que quero-pica-quero-pau.
Thor, que acaba de ser desmascarado pela perícia realizada pela polícia
do Rio, foi indiciado por homicídio culposo.
Dias atrás, ele teve outro brinquedinho apreendido: a Ferrari que
conduzia sem placa nas ruas do Rio de Janeiro.
Quantos "Wandersons" serão necessários até o Brasil aprenda a
efetivamente tratar crimes de trânsito, que matam milhares de pessoas no País,
como crimes, e não como fatalidades inocentadas por Luciano Huck?
quinta-feira, 24 de maio de 2012
El dia em que Herrera silenciou a Rede Globo
PUBLICO JÁ COM ATRASO UM ARTIGO DE XICO SÁ EXCELENTE.
21/05/12
- 02h30min
POR XICOSA
POR XICOSA
A semana já começa com um #mito nacional definido.
E herói bom é herói argentino.
El dia em que Herrera compôs um tango desobediente
com Amy Winehouse, acompanhe o meu raciocínio em preto & branco para uma
segunda de ressaca.
Herrera aqui não é celebrado por ter feito três
gols no tricolor paulista. Longe disso, embora meu corvo secador,
botafoguense doente, tenha crocitado no seu luxuoso poleiro.
Não por isso, agourento Edgar, minha estimada ave,
me dê outros motivos.
Por uma outra razão mais edificante, e pedagógica,
já abrimos a segunda-sem-lei com a escolha de Herrera, boleiro do time da
Estrela Solitária, como o mito da semana.
Acho
sensacional essa ideia do mito de 15 minutos. Obra do artista norte-americano
Andy Wahrol que encontrou nas redes sociais a plantação perfeita. O maná
virtual que adubando tudo dá.
Convidado por um repórter da “Tv Globo”, no dever
do seu nobre ofício, a escolher uma música no programa “Fantástico”, o
argentino se recusou a indicar a “canción”, ao contrário de todos os colegas de
profissão, que babam para pedir um pagode mela-cueca ou um gospel nesse momento
de glória.
Quem marca três gols tem o “privilégio”.
Bem que Herrera poderia pedir um tango de Gardel
–La noche que mi quieras-, uma milonga dos tempos do Rosário Central, um rock
argentino do Attaque 77 etc etc.
Herrera bancou a Amy, que era botafoguense sem
saber-se alvinegra, e disse simplesmente: “I no, no, no”. Rehab Futebol e
Regatas.
Herrera pediu silêncio à Rede Globo, como uma
espécie de Leonel Brizola ludopédico.
Bacana que no país da manada obediente,
principalmente no futiba, um boleiro não caia na graça dos Joões Sorrisões.
Herreza fez a Amy. Foi o bastante para que a
conspiração do boteco fervesse: o atacante alvinegro vai pagar caro por isso.
Como se o Botafogo precisasse de castigo da Globo, dona das transmissões do
futebol no Brasil, ou de qualquer outra entidade mitológica.
Botafogo é o que nem Dostoievsky imaginaria no seu
“Crime e Castigo”.
Ora, ora, o time da Estrela Solitária é castigado
com ou sem desobediência, desde nascença. É sina. Mas largou com cara de
campeão deste ano. Senti firmeza.
Mesmo que não jogue bola daqui até dezembro, tem
dois grandes méritos: Herrera e o uruguaio Loco Abreu, os mais esclarecidos
boleiros em atividades no país.
P.S.
Falar no assunto desobediência, vos comunico: o prezado amigo Afonsinho, por
coincidência craque também do Botafogo, escreve agora na “Carta Capital”, em
diálogo permanente com Sócrates, seu colega de Medicina e de consciência,
ex-articulista da mesma publicação.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Passageiro é convidado a deixar avião após comentários preconceituosos
OS IDIOTAS NÃO PERDEM A OPORTUNIDADE DE SE SUPERAR. E AINDA EXISTE ESSE TIPO DE GENTE.
Homem ficou alterado ao saber que aeronave seria
pilotada por uma mulher.
Voo da Trip Linhas Aéreas seguia de Belo Horizonte para Goiânia.
Voo da Trip Linhas Aéreas seguia de Belo Horizonte para Goiânia.
Do
G1 MG
Um passageiro teve que se
retirar de um voo da Trip Linhas Aéras, na última sexta-feira (18), antes de a
aeronave partir do Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por
causa de comentários preconceituosos. A assessoria de imprensa da companhia
confirmou, nesta terça-feira (22), que o homem se alterou após saber que o avião,
que seguia para Goiânia, seria pilotado por uma mulher.
Em nota, a empresa aérea informou que, após o tumulto, a comandante do voo 5348
convidou o passageiro a se retirar da aeronave. Segundo a Trip Linhas Aéreas, a
Polícia Federal (PF) escoltou o homem até as dependências do aeroporto, e o
restante dos passageiros seguiu viagem. Procurada pelo G1, a
polícia ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
A companhia ainda ressaltou, que possui cerca de 1,5 mil mulheres em seu quadro
de funcionários, e que não tolera atitudes ou comentários
preconceituosos.
Assinar:
Postagens (Atom)