quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Deputados e sindicalistas não chegam a acordo.


Flávia Borges, repórter do GD
Deputados estaduais, sindicalistas, servidores e representantes do governo estadual participaram nesta quarta-feira (7) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir o projeto de lei que dispõe sobre o novo modelo de plano de saúde dos servidores públicos de Mato Grosso. Apesar de passarem mais de 4 horas debatendo o fim do MT Saúde e a implantação de um programa que auxilie os servidores, não foi possível chegar a um entendimento sobre a mensagem do Executivo que propõe pagar um abono aos servidores que eram filiados ao MT Saúde e que queiram se conveniar a Unimed, Amil ou Sul América.
A proposta foi aprovada em primeira votação, mas precisa passar pelo crivo dos parlamentares mais uma vez. Os servidores, porém, não concordam com o artigo 4º do projeto de lei que garante que o auxílio será escalonado por remuneração e faixa etária, conforme disposto em decreto. Sindicalistas exigem que o valor seja especificado já na lei e não posteriormente em decreto. “Caso a tabela não traga o que nós reinvidicamos, vamos rejeitá-la”, afirmou Gilmar Brunetto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Exetensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp).
O presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD) cobrou uma solução por parte do governo estadual. “Vamos aguardar a decisão dos representantes para deliberar sobre esse projeto, que é muito importante aos servidores públicos e seus dependentes”, disse Riva, que também não descartou a possibilidade de emendas à proposta.
O aposentado José da Silva Costa mostrou sua indignação afirmando que vai procurar ajuda para tratar sua saúde. “Vou apelar para curandeiros, terreiros, porque não existe atendimento. Peço que agilizem alguma solução, pois estamos cansados de blá blá blá”, disse.
O secretário estadual de Administração, César Zílio, participou da audiência e garantiu que a intenção do governo é encontrar uma solução para o impasse. “Vamos discutir com a Assembleia e com os sindicatos para encontrar um valor justo para os servidores pagarem”.
A audiência pública foi requerida pelo deputado Dilmar Dal Bosco (DEM). O democrata sugeriu que o problema seja discutido em duas frentes. A primeira seria novas reuniões entre parlamentares, sindicalistas e representantes do governo. A segunda seria tratada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a situação. O plano tinha como objetivo possibilitar o acesso dos servidores do Estado a uma assistência médica de qualidade a um custo considerado baixo. O deputado estadual Walter Rabello (PSD) vai presidir a CPI do MT Saúde. O relator eleito é o deputado Emanuel Pinheiro (PR).
Rabello solicitou à Mesa Diretora da Assembleia que providencie uma comissão técnica formada por um economista, um administrador que já tenha experiência na administração de planos de saúde ou de um hospital para que o mesmo possa ter embasamento no que vai ser questionado e investigado pela CPI, além de uma pessoa com conhecimento amplo na área jurídica.
A comissão poderá convocar para colaborar com as investigações os gestores do MT Saúde, o Ministério Público Estadual, o Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), o Sindicato dos Médicos, Conselho Regional de Medicina, Tribunal de Contas do Estado, Auditoria Geral do Estado, além dos diversos sindicatos estaduais e todo e qualquer servidor público que possa contribuir com as investigações.

domingo, 4 de novembro de 2012

Morre a cantora Carmélia Alves, um dos grandes nomes da Era do Rádio


Apelidada de Rainha do Baião por Luiz Gonzaga, Carmélia viveu o auge de sua carreira entre as décadas de 1940 e 1970.
O GLOBO-


RIO - Em seu último show "As eternas cantoras do rádio", em setembro de 2009, na Academia Brasileira de Letras, Carmélia Alves se apresentava com as companheiras Ellen de Lima e Carminha Mascarenhas. Foi quando ela se esqueceu dos versos da música "Ninguém em ama", que tanto cantara na época de ouro da Rádio Nacional.
O público acompanhou, mas ela abaixou a cabeça e não cantou mais. Aquele momento marcou o adeus de Carmélia, grande cantora que representa parte da história da música brasileira com suas interpretações alegres e apaixonadas.
Nascida em fevereiro de 1923, na cidade do Rio de Janeiro, Carmélia Alves era filha de Raimundo, nascido no Ceará e da baiana Adelina. Ainda pequena, mudou-se com a família para Areal, em Petrópolis, onde foi criada. Com 17 anos voltou ao Rio para estudar e começou a se interessar por música, especialmente as cantadas por Carmen Miranda. Chegou a participar de programas "Calouros em desfile" e "Estrada do Jacó", comandados por Ary Barroso no final da década de 1930.
Apesar de brilhar nas rádios Cruzeiro do Sul e Tupi, foi no ambiente do Copacabana Palace que Carmélia teve os primeiros contatos com grandes nomes da música brasileira e do cenário internacional. Em 1940, quando ela já cantava na Rádio Mayrink Veiga, foi convidada pelo locutor César Ladeira para fazer o horário que antes era de Carmen Miranda. Nesta época, ela conheceu o cantor Jimmy Lester, morto em 1998, com quem ficaria casada durante 54 anos.
No final dos anos 1940, os boleros, ranchos e marchas tomavam conta das rádios. Mas, em meio a esses gêneros já consolidados, a música "Me leva" composta por Hervê Cordovil e lançada em disco por Ivon Curi e Carmélia se destacou. A partir daí, na década de 1950, Carmélia interpretou grandes sucessos do baião como "Trepa no Coqueiro" (Ari Kerner, 1950), "Sabiá na gaiola" (Hervê Cordovil, 1950) e "Cabeça inchada" (Hervê Cordovil, 1951).
Na época foi apelidada de Rainha do Baião pelo amigo Luiz Gonzaga, com quem fez o show histórico no Teatro João Caetano no projeto "Espetáculo das Seis e Meia", que deu origem ao disco "Luiz Gonzaga & Carmélia Alves", gravado ao vivo em 1977. Lançou mais de 40 Lps e, além de cantar, também participou dos filmes "Tudo Azul" (1952), "Agulha no palheiro (1953) e "Trabalhou bem, Genival" (1955). Em 2008, sua trajetória foi retratada em "As cantoras do rádio", dirigido pelo crítico musical Ricardo Cravo Albin.
Desde 2010, vivia no Retiro dos Artistas, assim como sua companheira da época das "Cantoras do rádio" Carminha Mascarenhas, que morreu no início deste ano. Carmélia sofria de Alzheimer e morreu na noite de sábado, aos 89 anos, vítima de complicações cardíacas, no Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, onde estava internada havia 20 dias.




sábado, 3 de novembro de 2012

Entrevista de Valério Arcary à revista Caros Amigos


Outubro de 2012
1. Na sua opinião, em que medida a divulgação dos escândalos do “mensalão” afetaram a política brasileira, em 2005, e durante o julgamento em 2012? Qual a importância deste caso para a história da política no país?
A importância foi e permanece devastadora. A crise do “mensalão” tem duas dimensões em perspectiva histórica. Em primeiro lugar, o episódio é desmoralizador para o PT, em toda a linha, e as suas seqüelas foram e serão inescapáveis. Não será mais possível ao PT atrair para uma militância despojada os ativistas honestos como antes. A relação do PT com os movimentos sociais, em especial, os movimentos sindical, estudantil, popular de luta pela moradia, camponês de luta pela reforma agrária, de mulheres, e negro não poderá ser a mesma que existia antes da eleição de Lula e da crise do “mensalão”: uma hegemonia incontestável. Em segundo lugar, a direção política do PT foi decapitada em 2005 para preservar Lula e, a rigor, salvar o próprio governo de coalizão que o PT dirigia, senão o próprio partido. Zé Dirceu cumpria o papel de “primeiro ministro” dentro de um regime presidencialista e podia, eventualmente, ser um futuro candidato à presidência. Foi destruído, politicamente, como figura pública pela repercussão da denúncia e, internamente, muito atingido, mas salvou Lula. Formar uma nova direção para o PT será, imensamente, mais complicado que improvisar um candidato à prefeitura de São Paulo. Uma direção individual de Lula, de tipo caudilhista, é um anacronismo arcaico. Não creio que a esquerda brasileira seja tão atrasada assim. Um Bonaparte que se impõe sobre os líderes regionais só pode se manter enquanto houver vitórias. A experiência histórica sugere que a hora decisiva em que uma direção demonstra sua força é na hora das derrotas.
2. Alguns órgãos de imprensa chegaram a caracterizar o caso do “mensalão” como o maior caso de corrupção da história brasileira. Você concorda com essa teoria? Por quê?
Não. Quando a imprensa comercial burguesa faz estas avaliações, tenho náuseas. Sei que a mensagem nas entrelinhas é o veneno de classe: “tá aí, olhem os dirigentes da classe operária se lambuzando com o mel, não confiem nunca mais em trabalhadores, votem nos ricos que eles roubam menos”. Mas não tenho, tampouco, qualquer solidariedade com a direção do PT. Simplesmente, não estou de acordo com este ranking ou “corruptômetro” que busca hierarquizar quem desviou mais verbas públicas para financiamento eleitoral. Isso foi sempre “feijão com arroz” na política burguesa no Brasil. Maluf, entre tantos outros, deve achar estas esgrimas retóricas divertidas. Na verdade, são desprezíveis. O que há de novo no episódio é que a rede foi feita pelo PT. Já se sabia que o PT era um partido de reformas do capitalismo financiado pelas grandes corporações desde 1994. O que se descobriu foi que era tudo muito mais grave. A denúncia do “mensalão” revelou publicamente a existência de um sofisticado esquema de desvio de verbas, e compra de votos de frações parlamentares que são uma praga de um regime político que alimentou, com o apoio da burguesia em uníssono, a inflação do custo das campanhas eleitorais brasileiras para patamares estratosféricos. Não há nada de novo neste episódio, a não ser que veio a público. O governo do PSDB de FHC já tinha comprado votos para garantir a emenda constitucional que introduziu a reeleição. Esse tem sido um custo colateral do regime presidencial de coalizão muito reacionário que temos.
3. Com polêmicas de tamanha profundidade envolvendo um dos partidos mais importantes da tradição de esquerda brasileira, é possível pensar em “respingos” para toda a esquerda e para a própria política em geral?
Sim, em alguma medida isso é assim, o que é triste e, evidentemente, injusto. A direção do PT não só foi obrigada a admitir como financiava a si mesma, mas como ajudava a financiar os partidos de aluguel que atraiu para ter governabilidade no Congresso Nacional. O dinheiro, ainda por cima dinheiro público, substituía o papel da mobilização e organização popular. E foi assim porque era impossível mobilizar fosse quem fosse para fazer reformas reacionárias que retiravam direitos, como a Reforma da Previdência. A desmoralização do PT atinge, ainda que parcialmente, a esquerda de conjunto e diminui a autoridade de quem se apresenta perante a nação como porta-voz dos interesses do proletariado. Se é verdade que a oposição de direita, com boa parte da imprensa e das TV’s e rádios a tiracolo, explora politicamente o julgamento do “mensalão”, também é verdade que o próprio PT cavou o escândalo com as próprias mãos ao se apropriar da política e dos métodos dos partidos burgueses. A crise do PT veio para ficar, mas ainda será necessária uma etapa em que o mais central será a luta política para que possa nascer o novo. Porque o que há de velho e decadente não desaparece por si mesmo. Resiste. Abriu-se uma nova etapa político-histórica com o início do fim da hegemonia petista sobre os setores organizados da classe trabalhadora. Tem sido um processo lento, por muitas razões. Porque, por exemplo, ainda não vimos uma nova onda de lutas nacionais, algo como semelhante a 1979/81, 1983/84, 1987/89, ou 1992. Esta transformação tem sido lenta, Mas já se iniciou, porque a experiência em setores de vanguarda já começou. Não acredito em um matrimônio indissolúvel da classe operária com Lula.
4. Apesar do “mensalão” ter abalado a imagem do PT, a de Lula permaneceu forte. A que se deve isso em sua opinião?
Lula foi salvo em primeiro lugar porque não houve impeachment, ou seja, porque não foi a julgamento pelo Congresso Nacional. Tão simples como isso, porque a política tem os tempos de uma luta e, como estamos em 2012, e sabemos o que aconteceu, podemos nos deixar cegar por uma ilusão de ótica. No campo de possibilidades de 2005 estava ou não colocada a possibilidade de outro desfecho? Lula conseguiu ganhar tempo, completar o primeiro mandato, e se reeleger. Se tivesse sido derrubado pela oposição de direita no Congresso ou no STF teria acontecido uma solução muito reacionária da crise. Heloísa Helena chegou a defender impedimento, com apoio de uma parte do Psol, talvez a maioria, um grave erro de tática. A oposição de esquerda não deve se unir à oposição de direita contra um governo Lula. O PT e Lula tinham ainda a confiança dos setores organizados do povo. Nossas contas com o PT e o lulismo têm que saldadas dentro do movimento de massas. Isto posto, para salvar Lula em agosto de 2005 foi necessária uma operação política complexa. Em primeiro lugar, foi preciso entregar a cabeça de Zé Dirceu. Na época, Cesar Maia chegou a bradar pelo impedimento. Mas foi uma voz isolada na oposição burguesa. A maioria dos partidos burgueses, o PSDB à frente, foi contra. Ficaram com medo da desestabilização que poderia vir em seguida. O próprio Bush enviou um representante do governo norte-americano para acalmar os ânimos e mostrar a necessidade estratégica de manter Lula. Como sabemos, Lula não os decepcionou. Como ele mesmo admitiu os capitalistas nunca ganharam tanto dinheiro como nos seus oito anos em Brasília, e em ambiente social e política de paz social, com poucas greves, protestos, mobilizações, uma alegria para a burguesia que voltou a dormir tranquilíssima.
5. Temos visto, na mídia e nas redes sociais, uma dicotomia ao se avaliar o papel dos ministros do STF neste julgamento. Alguns setores os glorificam como salvação da democracia brasileira, outros os apontam como partidários e manipuladores. Em sua opinião, qual papel cumpriu o STF neste caso?
A operação de financiamento eleitoral foi herdada, sem tirar ou por nada, do “valerioduto” articulado para beneficiar Eduardo Azeredo (presidente nacional do PSDB em 2005, só isso) ao governo de Minas, em 1998. Até o organizador da operação era a mesma pessoa, o que foi sinistro e, especialmente, bizarro. Uma solução “técnica” típica para a defesa da estabilidade do regime de presidencialismo de coalizão que surgiu no Brasil depois do fim da ditadura militar. Que o STF tenha feito um julgamento separado do outro é incrível. Mas, em resumo, o episódio não confirmou os prognósticos feitos pela maioria dos analistas que publicam na grande mídia. Não significou um deslocamento na relação de forças que tenha aberto o caminho para a oposição de direita, liderada pelo PSDB. Serra amargou a derrota presidencial em 2010 e agora, nas prefeituras das capitais, o PSDB saiu diminuído.
6. Por fim, a questão da reforma política e do Estado inevitavelmente volta à tona com este caso. Corrupção, caixa 2, etc., são inerentes à política institucional brasileira no presente momento ou é questão de opção política?
Não há e nunca houve em país algum um regime político de defesa do capitalismo que não estivesse deformado e degenerado pela corrupção. Não creio que seja provável que o Brasil venha a ser uma exceção. Novos escândalos nos aguardam.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

NADA CONTRA


           Nada tenho contra a vereadora Gisa. Ela nunca me fez nada. Sua filha foi minha aluna e gosto demais dela, que sempre foi muito educada.
           Acontece que a vereadora pisou feio na bola ao falar da educação em relação à saúde.
         Vereadora ainda não foi possível formar médicos (as), enfermeiros (as), auxiliares de enfermagem, nutricionistas, farmacêuticos (as), administradores hospitalar e outros profissionais da saúde sem que passem pelos bancos escolares. Mesmo que nenhuma faculdade dê educação, caráter, ética, outros fatores também importantes. Mas educação escolar ainda é fundamental para se formar profissionais em qualquer área. Sabe o que acontece vereadora? É a falta de um assessor que  ajude a Srª a saber, o que,  como e onde vai falar. Use um pouco da verba de gabinete e contrate um profissional de verdade. Não um bajulador que concorde em tudo que a Srª  fala, mas alguém com a capacidade de criticá-la para que melhore e não diga bobagens como a que falou.
A humildade é característica das grandes pessoas e com certeza seu desempenho vai melhorar muito. Não conte isso como despesa, mas como investimento.

Um abraço.


Profº Fumaça Genro        



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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Olívio Dutra: “o PT está virando um partido de barganha como todos os outros”

É com imensa satisfação que leio as palavras do meu professor Olívio Dutra em São Luiz Gonzaga/RS uma político espetacular, uma homem na acepção da palavra. Pessoas como ele honram os políticos honestos e mostram em poucas palavras em que se transformou PT.
Rachel Duarte Se a direção nacional e gaúcha do PT tem uma avaliação de que as eleições municipais de 2012 foram apenas positivas pelo aumento do número de prefeituras em relação ao último pleito, um quadro de força política relevante do partido discorda. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra disse em entrevista ao Sul21 que o processo eleitoral deve servir como lição sobre os rumos da identidade do PT. “O PT tem mais se modificado do que modificado a sociedade. Este é um grande problema nosso. Estamos ficando iguais aos partidos tradicionais. Nós não nascemos para nos confirmarmos na institucionalidade e viver da barganha política”, critica. Para Olívio, a sigla que nasceu da luta dos trabalhadores e acumula tradição em formação política e diálogo com os movimentos sociais está se afastando de sua origem. “Não podemos ser o partido da conciliação de interesses. Temos que ser o partido da transformação social. Evidente que não sozinho, mas com alguns em que possamos apresentar projetos de campos populares democráticos”, diz. A política de colaboração de classes adotada pela direção do Partido dos Trabalhadores a partir da eleição do Lula, em 2002, conduz o PT, na visão de Olívio Dutra ao distanciamento dos ideias petistas que constituíram o partido. “A esquerda do PT, PSTU e PCO devem ao país. Temos que nos unir e não ficar disputando dentro do próprio PT. As correntes internas que antes discutiam ideias agora discutem como se fortalecer e buscar cargos e eleições de seus quadros. Isso é preocupante”, afirma. Ainda que as considerações do ex-ministro de Lula apontem para um cenário crítico internamente, ele acredita que o PT ainda tem raízes de sustentação que o permitem fazer uma boa reflexão sobre esta transformação política. “Aprendemos mais com as vitórias do que as derrotas. Representamos uma enorme transformação para o povo brasileiro, mas há que se perguntar se conseguimos mudar substancialmente as estruturas do estado que promovem as desigualdades e injustiças no nosso país. Elas estão intactas, apesar de termos tido a oportunidade de estar no governo. O PT tem que ser parte de uma luta social e cultural agora, e não se dispor a ficar na luta por espaços e no afastamento dos movimentos sociais”, salienta.

A ARROGÂNCIA


            
            A arrogância de quem domina o PT no estado e claro em Cuiabá toma um tapa na cara com a perda das eleições.
            Um partido que despreza seus filiados em troca de alianças espúrias. Um partido que despreza uma pessoa como a SERYS, merece levar essa lambada. Merece as costas voltadas da população. Pessoas que se acham maior que a história do partido deveriam ter a vergonha na cara de saírem e assim abrirem as portas para quem realmente vale a pena.
            O Partido dos Trabalhadores no MT passou a ser um partido mais preocupados com os cargos que ocupa do que com a verdade história desse partido.
            A soberba, a arrogância a falta de discussão, o predomínio de um pensamento único levaram o partido a isso que ai está.
            As pessoas que foram levadas a saírem do partido por quem se acha dono da verdade devem ter feito uma imensa falta nessa reta final da campanha. Mas os caciques não respeitam quem ousa a contradizê-los. A opinião dos contrários é desprezada e agora pagam da maneira que merecem perdendo uma eleição.
            Se fossem capazes de uma autocrítica saudável, pediriam desculpas a quem desprezaram. Mas isso é característica de pessoas maiores, de pessoas capazes de reconhecerem seus erros. E esses pavões não tem a menor capacidade para uma atitude digna como essa.

PROFº FUMAÇA GENRO


domingo, 28 de outubro de 2012

JOVEM GUARDA NA PURA.

     A RÁDIO MÚSICA PURA (www.musicapura.listen2myradio.com) faz uma volta ao passado espetacular. Com certeza muitos que como eu viveram está época maravilhosa vão relembrar com carinho. Não é saudosismo e sim uma maneira doce de nos lembramos de bons tempos.
     A todos que estão me dando o privilégio da audiência meu mais profundo agradecimento. Que Deus vos abençoe com muita saúde, muita paz e amor no coração.

      Neste momento (11:18 horário do MT) 70 pontos de audiência é um record para a RÁDIO MÚSICA PURA desde sua primeira transmissão em novembro de 2011. Uma iniciativa particular com o apoio dos amigos. Estou muito orgulhoso e mais uma vez agradeço de coração aberto. OBRIGADO A TODOS.

Profº Fumaça Genro

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