sexta-feira, 12 de abril de 2013

Educação no Brasil


MATÉRIA RETIRADA DO SITE MIDIA NEWS

O professor é visto como um ser abnegado, quase um santo.



Na  segunda-feira acordei mais cedo para ver o programa da Fátima Bernardes. Fiquei sabendo que uma das pautas do programa era sobre educação e fiquei curioso.

Bom, minha curiosidade foi logo substituída por uma tremenda frustração. Vi mais uma vez que a luta dos professores por valorização profissional é na realidade muito mais difícil do que se espera, pois depende acima de tudo de uma conscientização política da classe, o que me parece uma tremenda contradição, pois os professores, que tem por oficio a formação de cidadãos, deveriam ser a classe mais bem provida dessa consciência e não carecer tanto dela.

O que vi mais uma vez foi uma leitura confusa da realidade atual da educação no Brasil, e falo da educação pública, uma leitura que mistura tudo numa salada complexa que, por sua vez, exige uma solução complexa que, por si só, é muito difícil de colocar em pratica.

Balela! Tudo balela! Discurso rebuscado, cheio de justificativas fajutas e soluções inalcançáveis.

Uma coisa é a realidade da escola publica no Brasil, outra coisa é a situação profissional do educador. Uma coisa são as políticas educacionais para melhorar e valorizar a educação e a instituição escola, outra coisa é a luta do professor por valorização profissional.

A educação pública precisa de investimentos! Simples assim. Precisa ser levada a sério e não ser tratada como algo de segunda ordem. As escolas precisam de materias de expediente, carteiras, mesas, bibliotecas, computadores, aparelhos de ar condicionado.

Em alguns lugares, como aqui em Cuiabá que chega a fazer 38°, 40° graus em determinadas épocas do ano, um ar condicionado é item de necessidade básica dentro de uma sala de aula com trinta e cinco alunos. 
http://www.midianews.com.br/images/aspas_left.gif"Professor como um ser abnegado que abriu mão de sua vida para ajudar o próximo, um personagem quase santo"
As escolas precisam de funcionários de pátio, de psicólogos, assistentes sociais, de professores com dedicação exclusiva na unidade escolar.

Mas enfim, quero falar aqui do professor e sua consciência política, de sua luta por valorização profissional, a realidade da escola pública não é segredo pra ninguém, basta visitá-las para constatar com os próprios olhos.

Ouvindo a fala de alguns especialistas, estudantes e até alguns colegas de profissão, e pelo que vi, excelentes profissionais, noto um discurso aparentemente inocente, mascarado por uma aura intelectual que repercute na opinião pública e que descreve o professor como um ser quase monástico, o que na minha opinião só reforça uma imagem estigmatizada do professor como um ser abnegado que abriu mão de sua vida para ajudar o próximo, um personagem quase santo, que só pode se dedicar a tal função se, e somente se, “nascer com o dom”.

“Ensinar é um dom, uma vocação”. “A maior recompensa para um professor é o reconhecimento”. “O papel do professor vai alem de uma profissão, é algo social.” Maus profissionais existem em qualquer área, toda e qualquer profissão, para ser bem sucedida, exige dedicação e amor, isso não é uma exigência exclusiva da profissão de educador. Toda profissão tem o seu papel social, e se, o do professor é o mais importante, ou um dos mais importantes, esse é um dos maiores motivos pelo qual ele deve ser mais valorizado como profissional. Não é com discurso de autocomiseração que nós vamos conquistar a tal valorização. Somos profissionais, precisamos nos valorizar como tais para exigir que nos valorizem.

Ao ver os colegas falando sobre sua profissão em um programa de televisão em rede nacional nessa manhã de segunda, me veio a memória a fala do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), em 29/08/2011, na ocasião da greve dos colegas Cearenses por melhores salários: “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”. 
"Queremos ter o direito de viajar no final do ano, conhecer um país diferente, outra cultura. Queremos andar bem vestidos, também poder oferecer aos nossos filhos tudo do melhor"


Então, me veio a questão: quem se apropriou do discurso de quem? Não podemos nos esquecer que a principal frente de batalha é política, e que essa batalha acontece no âmbito do discurso. Temos que ter consciência de classe, exercer nossa capacidade intelectual para nos valorizarmos como profissionais que somos e não como estereótipos antiquados de monges que um dia desembarcaram por aqui e resolveram educar índios pelo bel prazer ou por razoes ideológicas, ou, como senhorinhas com certo espírito critico que resolveram doar seu tempo ocioso para ensinar crianças de suas comunidades a ler e escrever.

Somos pais de família, trabalhadores de duas e, as vezes, de três jornadas, e nos colocamos nessa condição não só por que amamos o que fazemos, mas por que dependemos disso para sobreviver, precisamos, como todo trabalhador, pagar nossas contas, por comida na mesa.

Queremos ter o direito de viajar no final do ano, conhecer um país diferente, outra cultura. Queremos andar bem vestidos, também poder oferecer aos nossos filhos tudo do melhor, por que não? Queremos ter carro do ano sim, temos esse direito e não estamos pedindo nada de mais. Queremos salários justos.

Enfim, a valorização do professor como personagem social é de suma importância e ele já tem esse reconhecimento, agora queremos ser tratados, valorizados e respeitados como profissionais. Como posso exigir salário por um “dom”, algo que não tem preço? Só me resta esperar que alguém se compadeça da minha condição?

Não, sou um professor por que estudei para tal, investi e continuo investindo na minha formação profissional e não por que nasci com estrela na testa, tenho consciência do meu valor e, acima de tudo, tenho consciência de que essa é uma luta da classe, e que se não nos valorizarmos como profissionais, nos unirmos e lutarmos pelos nossos direitos ninguém nos valorizará e nunca receberemos um salário digno.

JUARID CANDIDO é  formado em Filosofia pela UFMT e  professor da rede pública estadual.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

E O TOMATE?


          Parece brincadeira, mas o assunto é sério. Um quilo de tomate em alguns lugares do país está mais caro que um quilo de carne, dependendo da carne é claro.
            Incrivelmente na fronteira com a Argentina os caras estão contrabandeando tomate. Lá está custando 3 reias. A razão segundo os produtores é a redução da área de plantio e muita chuva. Vocês por acaso alguma vez tiveram o prazer de ver o consumido levar alguma vantagem nesse tipo de assunto? Sempre levamos a pior. É excesso de chuva, falta de chuva, muito vento, pouco vento enfim só levamos na cabeça.
            Tem gente obviamente especulando. Sempre há.
            Respondendo a Eu. É assim que Le se identifica nas mensagens no blog.
      Eu poderia retirar do youtube coisas magníficas sobre Cuiabá. Todas mais que merecidas, apena pensei que ao escrever algo meu significaria mais. Tolice Jamais vamos contentar os incontentáveis. Quanto ao que ele fala sobre os argentinos nada vou falar. A ignorância não merece resposta,

UM ABRAÇO.

Profº Fumaça Genro

domingo, 7 de abril de 2013

ARGENTINOS


             Ouvir o Galvão Bueno e mais algumas bestas falarem dos argentinos em competições futebolísticas é um exercício de paciência depois de tanta bobagem . Parece que nós brasileiros somos coitados vítimas de bandidos terríveis.
            O povo argentino é um povo culto, hospitaleiro e como qualquer outro país tem seus problemas, suas pessoas maravilhosas e pessoas más. Só o escritor poeta e gênio Borges, Maradona, Messi, Fito Paez e muitas outras pessoas dignificam esse povo. O problema está em quem nos dá as informações. São umas bestas que pensam que nós somos anjinhos no futebol e todos os outros demônios. Nós nunca batemos, nunca fizemos nada de errado, enfim somos as prima-donas do futebol mundial.
            O que esse locutor da Globo faz é prestar um desserviço à convivência pacífica entre dos países vizinhos que devem se respeitar.

Um abraço.

Profº Fumaça Genro

sábado, 6 de abril de 2013

ANIVERSÁRIO DE CUIABÁ



            Nesta segunda-feira dia 08 de abril é aniversário de Cuiabá capital de todos nós mato grossenses.
            Eu que não nasci neste estado, mas o adotei tenho um imenso orgulho da nossa capital. Mesmo ferida como está pelas tais obras da Copa ela me transmite um calor que não é o do clima, mas das pessoas que lá moram.        Almoço no Chopão sendo atendido pelo Adriano é maravilhoso. Jantar no Deck escutando uma boa música que te permite conversar sem necessário gritar para se fazer entender. Uma roda de viola na Praça da Mandioca. E mais e mais lugares que permitem a diversão, a cultura é uma marca dessa cidade fantástica que é Cuiabá.
            Meu abraço a nossa capital pelo seu aniversário.  E o  desejo de que os políticos não consigam, por mais força que façam destruir tua identidade, tuas belezas e a tua maneira de receber teus filhos. Mesmo aqueles os adotados.

Um abraço.

Profº Fumaça Genro
           
            

sexta-feira, 5 de abril de 2013

INACREDITÁVEL!

          O Maracanã que está tendo uma das reformas mais caras da tal Copa do Mundo simplesmente não serve para os jogos Olímpicos. Trinta e nove itens  não estão de acordo com o COI. 
          Um notícia dessa seria piada se não fosse um tapa na nossa cara. O estádio nem está pronto, estão gastando uma grana fantástica e já pensam em uma nova reformas. É dinheiro do povo sendo jogado pelo ralo.
             Minha pergunta é. E o Ministério Público onde anda?


Um abraço.

Profº  Fumaça Genro

segunda-feira, 1 de abril de 2013

No dia 1º de abril, veja 10 mentiras da Copa do Mundo de 2014


Por Thiago Arantes, do ESPN.com.br
A Copa no Brasil acontecerá sem dinheiro público nos estádios. Todas as arenas ficaram prontas a tempo e respeitaram o orçamento inicial previsto. Os aeroportos foram reformados, e a mobilidade urbana ganhou importantes obras, como os monotrilhos de São Paulo e Manaus, além do VLT em Brasília e Cuiabá. Quem vier ao país não precisa se preocupar com acesso à internet, porque já estará disponível a tecnologia 4G.
          O parágrafo acima é um apanhado de mentiras. Mentiras que um dia foram promessas, mas que jamais se tornarão verdades. Mentiras que fazem parte da preparação do Brasil para a Copa do Mundo.
 
Mentiras que custaram, custam e custarão caro ao país.
 

No dia 1º de abril, o Dia da Mentira, o
 ESPN.com.br relembra dez das mais famosas mentiras envolvendo a Copa do Mundo de 2014:

1) Maioria dos investimentos será privada

Antes mesmo de o Brasil ser oficializado como sede do Mundial, em 2007, Ricardo Teixeira repetia em seus raros discursos uma tese: "Uma Copa bem organizada é aquela que tem recursos prioritariamente do setor privado". Seis anos depois, o dinheiro público é, de longe, o principal financiador do Mundial.
 

2) O Governo não investirá na construção de estádios

O discurso repetido nos primeiros meses após a escolha do Brasil como sede da Copa era de que os Governos não iriam investir na reforma e construção de estádios - a ideia era que os gastos públicos fossem feitos em outras obras de infraestrutura. Hoje, 97% do dinheiro investido nas arenas é governamental.
 

3) As arenas construídas dentro do orçamento

Quando os primeiros orçamentos de construção e reformas de estádios para a Copa do Mundo começaram a aparecer, a lista assustava pelos valores altos - o Estádio Nacional, em Brasília, ficaria em torno de R$ 700 milhões, por exemplo. Seis anos depois, todos os estádios da Copa já estouraram a previsão de gasto inicial.
4) Estádios da Copa das Confederações prontos até dezembro de 2012

As recomendações da Fifa eram claras: os seis estádios para a Copa das Confederações deveriam estar prontos até dezembro de 2012; os que não estivessem ficariam fora do torneio. Quando o ano passado acabou, apenas o Castelão havia sido inaugurado - mas o primeiro jogo só aconteceu no fim de janeiro de 2013.
5) O Monotrilho de São Paulo

Única obra prometida para a Copa do Mundo em São Paulo, o Monotrilho não ficará pronto a tempo para o Mundial. Depois de anos de construção e de atrasos, apenas em outubro de 2012 foi feito o anúncio de que não haverá tempo hábil para que a obra seja terminada antes do torneio.
6) Transporte público em Manaus

Quando foi anunciada como uma das 12 sedes da Copa do Mundo, Manaus apressou-se em mostrar um projeto revoluncionário de transporte público, que incluía a construção de um monotrilho e do BRT. Mas, alegando problemas burocráticos que atrasaram o início das obras, os governos estadual e municipal tiraram as obras da lista de encargos para a Copa.
7) O VLT de Brasília

Outra grande obra de estrutura de transportes anunciada com pompa foi o VLT de Brasília, O sistema de trens seria a solução para uma cidade que peca pela falta de boas opções para transporte público. A construção começou em 2007, mas parou em 2010 em meio a denúncias de corrupção. Em 2012, a obra saiu do caderno de encargos da Copa.

8) O ultimato da Fifa para a Copa das Confederações

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, falou uma, duas, dez vezes: o estádio da Copa das Confederações que não estiver pronto até abril de 2013 ficará fora da competição. O prazo já era uma alteração com relação ao inicial, de dezembro de 2012, mas ainda assim não foi o bastante. O Maracanã só reabrirá em 28 de maio, segundo a última previsão.
 

9) Mudança na estrutura de aeroportos

A Copa seria uma ótima oportunidade para mudar a sucateada estrutura aeroportuária do Brasil. Durante os anos que se seguiram ao anúncio do país como sede do Mundial, todas as cidades - mesmo ainda na fase de candidatura às sedes - prometeram reformas, mas menos da metade de cumprir o planejado. Em Belo Horizonte, a reforma já foi reduzida para terminar antes do Mundial; em Curitiba, apenas 30% das obras estará pronta na época da Copa.

10) A Internet 4G

A tecnologia de acesso a internet e telefonia, que já existe em países da Europa e nos Estados Unidos, era uma das promessas para as 12 cidades-sede, devido à alta demanda durante a Copa do Mundo. Pouco mais de um ano antes do Mundial, especialistas em telecomunicações já apontam que não há mais tempo para que o sistema seja implantado em todas estas cidades antes do Mundial.